Tanto Mundo
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Home
  • Mundo
  • Ciência e ambiente
  • História
  • Ideias e cultura
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Tanto Mundo
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Início Ciência e ambiente

As poeiras do Saara que a Europa aprendeu a pesar

por Jorge Montez
03.09.2026
em Ciência e ambiente
0
Vista de Alfama e do estuário do Tejo a partir de um miradouro alto, com a cúpula do Panteão Nacional ao centro e uma faixa de poeira ocre a atravessar o céu, simulando as poeiras do saara. Em primeiro plano, a empena de um edifício com um fragmento de carta náutica colado

@Tanto Mundo (com IA)

7
VISUALIZAÇÕES

Um estudo publicado em julho na Nature pesou dez anos de poeiras do Saara no ar europeu e foi buscar dois séculos e meio de registo a um glaciar dos Alpes. Em Portugal, o pó do deserto ocupou 190 dias de 2024.

Resumo
I
Uma década de poeira, medida com aparelhos e não com modelos
O estudo reuniu cerca de 18.500 medições diárias de metais em 103 locais europeus, entre 2012 e 2021, e usou o alumínio para separar a poeira do deserto do resto das partículas.
II
O sul da Europa respira duas vezes e meia mais poeira do que o norte
A média é de 5,28 microgramas por metro cúbico abaixo da latitude de Milão, contra 2,09 acima dela. Portugal fica inteiro do lado exposto dessa fronteira.
III
Um glaciar dos Alpes guarda o registo que faltava
Nos cilindros de gelo perfurados no Colle Gnifetti, a 4.450 metros, a poeira depositada subiu cerca de 110% desde o período pré-industrial, a par da aridez do noroeste africano.
IV
Portugal teve 190 dias de poeiras do Saara em 2024
São 52% do ano, contra uma média de 124 dias na década e meia anterior. A lei europeia permite descontar esta contribuição às contas oficiais da qualidade do ar.

Ouve o artigo:

A 16 de janeiro de 1833, o Beagle navegava a 10 milhas a noroeste da ilha de São Tiago, em Cabo Verde, quando o pó começou a assentar no convés. Charles Darwin, naturalista de bordo, raspou o que conseguiu e mandou cinco pacotes para Berlim.

Christian Gottfried Ehrenberg, professor de zoologia e membro da Academia Prussiana das Ciências, que passava os dias ao microscópio à procura daquilo a que chamava a vida mais pequena, contou 67 formas orgânicas diferentes naquele pó.

Durante quase dois séculos, o que Darwin descreveu ficou no território da curiosidade. Que as poeiras do Saara atravessavam o oceano, turvavam o céu das Canárias e da Madeira e de vez em quando deixavam o carro sujo em Lisboa, isso sabia-se. O que não havia era uma medida continental do fenómeno, feita a partir daquilo que os aparelhos apanham no ar e não daquilo que os modelos calculam que devia lá estar.

Essa medida existe desde 15 de julho de 2026, data em que a revista Nature publicou a primeira quantificação europeia da poeira do deserto assente em observações. O trabalho mediu as poeiras do Saara e dos desertos do Médio Oriente que chegam ao continente. Foi liderado pelo Paul Scherrer Institute, na Suíça, e tem entre os seus mais de cinquenta autores Célia Alves, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro. A conclusão central desmente a intuição comum. Ao longo da última década, a poeira passou a chegar em menos ocasiões e a trazer mais carga em cada uma delas.

Índice

  • Alumínio como impressão digital
  • O que o mapa mostra: onde a poeira mais aumentou
  • Um cilindro de gelo no Monte Rosa
  • Aquilo que a poeira faz aos pulmões
  • Cento e noventa dias de poeiras do Saara em Portugal
  • O que a lei manda subtrair

Alumínio como impressão digital

O problema técnico é antigo. Uma estação de qualidade do ar mede massa de partículas, não proveniência. Quando o contador regista 60 microgramas de PM10 por metro cúbico, ou seja, 60 microgramas de partículas com diâmetro inferior a 10 micrómetros, não sabe distinguir o que veio do escape de um camião do que veio de uma bacia seca da Mauritânia.

A solução da equipa passou por procurar aquilo que só o deserto traz. Alguns elementos químicos são bons delatores: o silício e o titânio aparecem quase sempre agarrados a poeira mineral transportada de longe. O cálcio e o ferro não servem, porque também saem do desgaste dos travões, das obras e da terra levantada pelos carros nas estradas. O alumínio serve, e tem a vantagem prática de ser o metal mais medido nas redes europeias.

Ficou assim montada uma base de dados com cerca de 18.500 medições diárias de metais, recolhidas entre 2012 e 2021 em 103 locais rurais e urbanos da Europa. A partir das proporções encontradas entre os elementos, os investigadores fixaram um fator de conversão: a massa total de poeira corresponde a 13,5 vezes a massa de alumínio. Depois treinaram um modelo de aprendizagem automática para estimar, dia a dia e numa grelha de 10 por 10 quilómetros, quanta poeira havia no ar de cada ponto do continente.

O resultado é um mapa diário da última década.

O pó cai em tal quantidade que suja tudo a bordo e magoa os olhos das pessoas. Houve navios que encalharam por causa da obscuridade da atmosfera. Charles Darwin, A Viagem do Beagle, 1845

O que o mapa mostra: onde a poeira mais aumentou

O sul da Europa respira, em média, 5,28 microgramas de poeira por metro cúbico. O norte e o centro respiram 2,09. A fronteira que separa os dois valores foi traçada na latitude de Milão, o que deixa Portugal inteiro do lado exposto.

A sazonalidade muda conforme a longitude. No Mediterrâneo oriental as poeiras do Saara sobem entre março e maio e mantém-se alta até outubro. Na Península Ibérica o pico é outro: julho e agosto, quando o aquecimento do Saara instala uma depressão térmica à superfície, empurra o anticiclone norte-africano para cima dos 850 hectopascais e abre um corredor de transporte em altitude que atinge a península de uma vez só.

Mapa
Onde as poeiras do Saara mais aumentaram na Europa
Mediterrâneo 1 2 3 4 5
1
2012-2021 · Península Ibérica. O pico anual das poeiras do Saara ocorre em julho e agosto, quando o anticiclone norte-africano sobe em altitude.
2
2012-2021 · Sul de Itália. A maior subida de intensidade do continente, mais 0,270 microgramas por metro cúbico em cada ano.
3
2012-2021 · Adriático e mar Jónico. A carga das intrusões subiu 1,40 microgramas por metro cúbico ao longo da década.
4
2012-2021 · Mar Egeu. Estação de poeira mais longa do continente, de março a novembro, com menos dias e mais carga.
5
2012-2021 · Escandinávia. O ar de fundo ganha 0,044 microgramas por ano, quase o dobro do aumento durante as intrusões.
Cartografia: Natural Earth · Fonte: Nature, 2026 @Tanto Mundo

Nos dez anos analisados, a concentração média subiu 0,055 microgramas por metro cúbico por ano em quase toda a Europa. Parece pouco. Ao fim de dez anos são 0,55 microgramas acrescentados, o que pesa cerca de um décimo da média do sul e um quarto da média do norte. O aumento anual é igual nas duas metades do continente, o que sugere que a poeira africana começou a ser um problema de países que nunca a tiveram como tal.

Nada disto teria surpreendido quem estava no Beagle. No artigo que publicou em 1846, Charles Darwin já tinha reunido 15 relatos de poeira caída sobre navios na costa africana do Atlântico, calculado que o fenómeno cobria pelo menos 1.600 milhas de latitude e registado que alguns barcos tinham encalhado por causa da bruma. O que faltava era a régua.

O detalhe mais contraintuitivo aparece na separação entre frequência e intensidade. O número de dias de intrusão diminuiu em toda a Europa entre 2012 e 2021. A concentração registada durante essas intrusões aumentou, e aumentou muito no sul de Itália, onde subiu 0,270 microgramas por metro cúbico em cada ano. No norte da Europa passou-se o contrário. As intrusões mantiveram a severidade que tinham, e o que subiu foi o ar de fundo, o ar dos dias em que não acontece nada.

Subscreva a newsletter do Tanto Mundo

Um cilindro de gelo no Monte Rosa

Uma década de dados não chega para saber se isto é tendência ou oscilação. Para responder a essa pergunta, a equipa foi buscar um arquivo mais antigo.

No Colle Gnifetti, um colo glaciar do maciço do Monte Rosa a 4.450 metros de altitude, na fronteira entre a Suíça e a Itália, foram perfurados três cilindros de gelo: dois em 2003, um em 2021. O gelo guarda, camada a camada, aquilo que caiu do céu. Como as medições de alumínio no gelo só existem até 1990, os investigadores usaram o cálcio como substituto, depois de confirmarem que os dois andam juntos ao longo de dois séculos e meio de registo.

Planalto glaciar coberto de neve ao nascer do sol, com um pequeno acampamento de tendas laranja e uma cúpula branca no canto inferior direito, um pico rochoso à direita e uma cadeia de montanhas alpinas no horizonte alaranjado
O acampamento de perfuração no Colle Gnifetti, colo glaciar do maciço do Monte Rosa a 4.450 metros de altitude, numa expedição de 2015, com a Dufourspitze à direita. É deste arquivo glaciar que provêm os cilindros de gelo analisados no estudo. Foto: Paul Scherrer Institute/Johannes Schindler

Entre o período pré-industrial, contado de 1750 a 1850, e a última década, a concentração de cálcio no gelo alpino subiu cerca de 110%.

Esse valor podia ter várias explicações. A que resistiu à análise estatística tem a ver com o estado do solo em África. Os investigadores cruzaram a série do gelo com o índice de severidade de seca de Palmer calculado para a faixa do noroeste do Saara, entre a Argélia e Marrocos, que alimenta os Alpes de poeira. A correlação é negativa e forte: quanto mais seca a origem, mais poeira no gelo. Restringindo a análise às fontes marroquinas, aperta ainda mais.

A oscilação do Atlântico Norte, que governa a direção dos ventos sobre o oceano, explica a variação de ano para ano. A aridez explica a subida de fundo.

Nenhuma destas relações prova causalidade, coisa que os autores fazem questão de escrever. Prova associação robusta, que é o que os dados permitem.

Ainda não está definitivamente claro em que medida as alterações climáticas de origem humana contribuíram para esta evolução, ou se a estão a intensificar. Kaspar Dällenbach, coordenador do estudo, Paul Scherrer Institute

Aquilo que a poeira faz aos pulmões

As referências de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde fixam a média anual de PM10 em 15 microgramas por metro cúbico. Em 2021, no sul da Europa, só a poeira transportada do deserto já ocupava 31% desse limiar. Para as partículas mais finas, as PM2,5, ocupava 25,8% de um limiar de 5 microgramas.

Um habitante do sul da Europa atravessa, em média, 46 dias de intrusão por ano, com concentrações médias de 9,68 microgramas de poeiras do Saara nesses dias. Aplicando os coeficientes de risco fixados por um estudo de 2016 publicado na Environmental Health Perspectives sobre surtos de poeira no sul da Europa, a equipa estima que esses dias trazem consigo um acréscimo de 0,67% na mortalidade diária e de 0,73% nos internamentos por doença respiratória em maiores de 15 anos.

Nas crianças até aos 14 anos, o acréscimo estimado de internamentos respiratórios é de 2,55%.

São percentagens pequenas aplicadas a populações grandes. E incidem sobre um pano de fundo que a Europa passou trinta anos a limpar, com o recuo do carvão, do gasóleo e da indústria mais suja.

A poeira mineral não responde a nenhuma dessas políticas.

Cento e noventa dias de poeiras do Saara em Portugal

Em Portugal, a contabilidade destes episódios é feita todos os anos por uma equipa da NOVA School of Science and Technology, coordenada por Francisco Ferreira, para a Agência Portuguesa do Ambiente. O relatório relativo a 2024 identificou 190 dias de intrusão de massas de ar vindas do norte de África sobre o território nacional, os episódios a que a meteorologia chama calima e que é comummente chamada de poeiras do Saara. São 52% do ano. A média dos quinze anos anteriores era de 124 dias.

No continente foram 161 dias, distribuídos por 25 episódios, com duração média de seis dias. O mais longo durou 19 dias, de julho a agosto, exatamente na janela que o estudo da Nature identifica como pico ibérico. Na Madeira houve 90 dias de poeiras do Saara, em episódios mais curtos mas mais densos.

Imagem de satélite da Península Ibérica coberta por um véu castanho de poeira mineral vinda do norte de África, as chamadas poeiras do saara, com o Atlântico a oeste e o Mediterrâneo a leste
Poeiras do Saara sobre Portugal e Espanha a 22 de março de 2024, no mesmo episódio em que a neve de uma estação de esqui perto de Granada ficou tingida de castanho. Imagem: NASA Earth Observatory

O valor diário mais alto do ano numa estação rural foi medido a 18 de dezembro. A estação rural de Santana, na costa norte da Madeira, registou 223 microgramas de PM10 por metro cúbico, quatro vezes e meia o valor limite diário europeu. No Funchal, a estação de São João chegou aos 314. No mesmo dia, a mais de mil quilómetros de distância, a estação de Fornelo do Monte, no interior centro de Portugal continental, registava 113.

Ao longo de todo o ano, as poeiras do Saara representaram 20% da média anual de PM10 medida em Portugal continental. Na Madeira, 29%. Na estação de Santana, sozinha, 41%.

Em números
Quanto do ar de cada região vem do deserto
Peso da fração natural na média anual de partículas PM10, em 2024, nas oito estações rurais de fundo que Portugal usa como referência. Escala de zero a cem por cento.
Santana
Madeira
41%
Douro Norte
Vila Real
37%
Cerro
Algarve
36%
Terena
Alentejo
34%
Fundão
Centro interior
32%
Chamusca
Vale do Tejo
30%
Montemor-o-Velho
Centro litoral
21%
Faial
Açores
15%
A estação do Faial mediu apenas 52% do ano, sem dados entre abril e setembro, o que limita a comparação com as restantes.
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, Identificação e Avaliação de Eventos Naturais em Portugal em 2024, 2025 @Tanto Mundo

O que a lei manda subtrair

O Decreto-Lei 102/2010, que transpôs para Portugal a diretiva europeia da qualidade do ar então em vigor, permite deduzir as contribuições de origem natural às concentrações medidas quando se avalia o cumprimento dos valores limite. O princípio subjacente é o de que uma fonte natural se mede mas não se trava, e nenhum Estado responde por aquilo que não está em posição de impedir. O diploma inclui na definição de fonte natural, entre outras, o transporte atmosférico de partículas vindas de regiões secas.

O cálculo obedece a uma metodologia ibérica em uso desde 2006, desenhada pelo Instituto de Ciencias de la Tierra Jaume Almera, em Barcelona, e aplicada em conjunto por Portugal e Espanha. Para cada dia de intrusão, escolhe-se uma estação rural afastada de fontes urbanas, calcula-se o percentil 40 dos trinta dias em torno desse dia, e a diferença entre o valor medido e esse percentil é a fração natural. Essa fração é depois subtraída a todas as estações da região, incluindo às estações de tráfego no meio das cidades.

Em 2024, 75% das excedências ao valor limite diário de PM10 registadas em Portugal foram inteiramente atribuídas a fontes naturais e desapareceram das contas. Na Madeira, 89%.

O ar que entrou nos pulmões de quem estava no Funchal a 18 de dezembro foi o mesmo antes e depois do desconto.

O ar que entrou nos pulmões de quem estava no Funchal a 18 de dezembro foi o mesmo antes e depois do desconto. O que muda é o registo. É o registo que determina se um país precisa de plano de melhoria e se tem de responder perante a Comissão Europeia.

O mecanismo faz sentido dentro da sua própria lógica. Portugal não pode legislar sobre a chuva que não cai em Marrocos. O que a série do Colle Gnifetti sugere é que a fração descontada tem uma componente que não é inteiramente natural, se o que a alimenta é a degradação dos solos do norte de África sob um clima que aqueceu por decisão de terceiros.

A Diretiva 2024/2881, que substituiu a legislação de 2008 e tem de estar transposta até 11 de dezembro de 2026, aperta os limites: o valor anual de PM10 desce de 40 para 20 microgramas por metro cúbico a partir de 2030. A possibilidade de deduzir as fontes naturais mantém-se. Com limites mais baixos e uma fração natural em subida, a aritmética que Portugal apresenta a Bruxelas todos os setembros vai depender cada vez mais do percentil 40 de meia dúzia de estações rurais, uma delas em Santana, no concelho da Madeira onde as poeiras do Saara já valem quatro décimos do que se respira.

Subscreva a newsletter do Tanto Mundo
Etiquetas: ÁfricaAmbienteClimaEuropaPortugalSaúde
Jorge Montez

Jorge Montez

Jornalista. Prémio Jornalismo/Média da Associação Portuguesa de Museologia. Passou pelo Diário Popular e A Capital, colaborou com o Expresso e a TSF, foi enviado especial às eleições angolanas, à erupção ilha do Fogo e a Sarajevo, em 1996. Em 2012 atravessou a Eurásia do Cabo da Roca a Vladivostok, viagem que deu origem ao livro "Do Cabo da Roca a Vladivostok – Diário de Viagem" (Chiado, 2014). Fundou em 2024 o EVMag-pt , publicação dedicada à mobilidade elétrica. Vive em Viana do Castelo. Dirige e escreve no Tanto Mundo (tantomundo.pt).

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Mais recentes

Vista de Alfama e do estuário do Tejo a partir de um miradouro alto, com a cúpula do Panteão Nacional ao centro e uma faixa de poeira ocre a atravessar o céu, simulando as poeiras do saara. Em primeiro plano, a empena de um edifício com um fragmento de carta náutica colado

As poeiras do Saara que a Europa aprendeu a pesar

03.09.2026
Colagem com sala circular, diagonal vermelha e papel com o brasão português, sobre arcos concêntricos

A revisão constitucional tem limites que a própria Constituição define

01.09.2026
Colagem com ramo de cafeeiro em flor, fila de grãos de café do verde ao castanho escuro, e chávena de café. É a evolução do sabor do café

O sabor do café faz-se na torra, não na planta

28.08.2026

Mais lidos

  • Ilustração em aguarela do Estreito de Ormuz, com falésias escuras a apertar um canal de água e um navio solitário ao centro

    Ormuz: o estreito que mede os impérios

    0 partilhas
    Partillha 0 Tweet 0
  • O flagelo bacteriano e a pergunta sobre o que é estar vivo

    0 partilhas
    Partillha 0 Tweet 0
  • Malangatana, ou o país pintado antes de existir

    0 partilhas
    Partillha 0 Tweet 0
  • Eclipse do sol em Bragança: a longa história do céu que parou de assustar

    0 partilhas
    Partillha 0 Tweet 0
  • Mediterrâneo: quando o mar não tem para onde ir

    0 partilhas
    Partillha 0 Tweet 0
Logotipo Tanto Mundo
  • Quem somos
  • Estatuto Editorial
  • Como usamos a IA
  • Política de cookies
  • Privacidade
  • Manifesto Slow Media

Copyright © 2026 Tanto Mundo - Magazine - Sobre tudo, devagar.

Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Home
  • Mundo
  • Ciência e ambiente
  • História
  • Ideias e cultura